iFeed+ #1 - Fuga em Zhengzhou

A revista do iFeed chegou! Conhece o primeiro número, cheio de conteúdo fresquinho.
Escrito por Redação iFeed e
7 mins de leitura
iFeed+ #1 - Fuga em Zhengzhou
Publicidade
Publicidade

Destaques da Semana no mundo Apple

Se pretendes comprar ou presentear alguém com um iPhone neste final de ano, é melhor fazeres a compra logo. Digo isto porque em Zhengzhou – também conhecida como a Cidade do iPhone – a principal fábrica da Foxconn tem vindo a enfrentar problemas com um surto de COVID-19 que levou funcionários a fugirem das fábricas onde são mantidos em isolamento a pedido do governo Chinês.

Na tentativa de combater o êxodo de funcionários, a Foxconn tem vindo a oferecer benefícios como refeições gratuitas e um bónus salarial para quem redobrar os esforços na linha de produção. O problema? Nem mesmo a Apple acredita que isso será suficiente, tendo inclusive alertado os investidores que particularmente o iPhone 14 Pro terá stocks bem escassos ao longo das próximas semanas.

Fuga em Cupertino

Não é apenas em Zhengzhou que estamos a ver uma debandada de postos de trabalho. Há algumas semanas, a Apple confirmou que Evans Hankey, líder de design de hardware, deixará a empresa. Já nos últimos dias, fontes da Bloomberg informaram que Anna Matthiasson, vice-presidente da Apple Store Online e Mary Demby, líder de Sistemas da Informação da Apple também estão de saída.

Shot with my Mavic Air at Apple
Apple Park | Foto de Carles Rabada / Unsplash

No caso de Demby, que trabalhou na Apple por três décadas, o motivo é a sua aposentadoria. Já no caso Matthiasson, os motivos de sua saída ainda são tão secretos quanto o seu próximo destino.

Mais um ciclo de iPhones para a Qualcomm

Desde que a Apple comprou a divisão de modems 5G da Intel em 2019 por mil milhões de dólares, não era exatamente difícil de prever que ela abandonaria a Qualcomm como a fornecedora desta tecnologia. A própria Qualcomm, inclusive, já havia avisado os investidores que ela perderia a Apple como cliente.

No entanto, num relatório recente, a Qualcomm informou que irá manter os níveis de fornecimento à Apple no ano que vem, ao invés de encolhê-los para 20% conforme o plano anterior. Já dentro das quatro paredes (ou melhor, dos 360 graus) do Apple Park, ninguém confirma ou refuta a informação.

Selena no grande ecrã

Estreou esta semana no Apple TV+ o documentário Selena Gomez: My Mind & Me, com direito a uma oferta especial que garante dois meses de acesso gratuito ao serviço, ao invés dos costumeiros 7 dias de experimentação.

A Apple e a cantora já haviam feito parcerias no passado, incluindo a produção de um videoclipe a preto e branco gravado inteiramente com um iPhone. Desta vez, a parceria divulga a obra em que ela partilha com o mundo os desafios que a fama trouxeram para a sua saúde mental.

Todos os olhos postos em Lisboa

Se no ano passado a Web Summit chamou à atenção do mundo tecnológico pela presença de Craig Federighi, neste ano a fabricante do iPhone marcou presença de uma forma ainda mais consistente com funcionários (e até mesmo ex-funcionários) discutindo o futuro da tecnologia.

Lisa Jackson, VP para o Ambiente, Política e Iniciativas Sociais da Apple | Web Summit 2022

Lisa Jackson, VP para o Ambiente, Política e Iniciativas Sociais, por exemplo, aproveitou o curto tempo do painel de abertura para tratar da importância do equilíbrio social e natural para a evolução responsável da tecnologia. Já a Dr.ª Sumbul Desai, VP de Saúde da Apple, discursou sobre o emprego da tecnologia proativa na prevenção de problemas.

Sumbul Desai, VP de Saúde da Apple | Web Summit 2022

Tony Fadell, por sua vez, ex-integrante da Apple (e conhecido como o pai do iPod), abordou o seu regresso à ARM e as perspectivas para o futuro.  Todos os painéis contaram com discussões interessantes e pertinentes, e podes ler mais sobre a Web Summit 2022 na cobertura do iFeed sobre o evento.

Os novos anúncios da App Store marcam um triste capítulo para a Apple de Tim Cook

Não existe nada pior do que estar sujeito ao controlo de alguém que sabe que está a fazer algo errado, mas que segue em frente mesmo assim. Todos já passamos por isso. Ter de enfrentar alguém furando a fila na caixa do supermercado, ou então ficar à mercê de um motorista pouco cortês durante um trajeto de carro por aplicação.

Eu mesmo já cometi alguns erros e, mesmo sabendo em tempo real que os estava a cometer, segui em frente. Suponho que também já te tenha acontecido isso. Mais cedo ou mais tarde, acho que todos acabamos passando por situações assim. A lição que tiramos disso – ou pelo menos a que eu tirei – foi a de que temos a capacidade de saber quando estamos a fazer algo errado, e vai da consciência de cada um seguir em frente ou não.

Pois bem. Isso acontece no mundo corporativo também. O meu contacto diário com notícias de tecnologia há quase 10 anos ajudou-me a desenvolver uma espécie de sentido aranha, em que instantaneamente consigo dizer se uma novidade, por mais bem intencionada que possa ser, será cancelada imediatamente após uma inevitável rejeição e um obrigatório pedido de desculpas. Em algumas situações, essa percepção veio bem a calhar. Em outras, ela foi totalmente dispensável dada a estupidez da novidade em questão.

Infelizmente, os novos anúncios da App Store enquadram-se nesta última categoria.

Não é de hoje que sabemos que foi-se o tempo em que a Apple mirava uma boa experiência para o utilizador, e em seguida fazia a engenharia reversa para tornar aquela experiência uma realidade.

É bem verdade que as condições do mercado não são as mesmas de quando Steve Jobs disse isso, mas também é verdade que tempos desafiadores são os maiores provadores do bom (ou do mau) caráter de alguém. Ou de alguma empresa.

O lançamento dos novos formatos de anúncios na App Store foi uma catástrofe em duas instâncias. A primeira, técnica. A segunda, moral.

A catástrofe técnica, por mais vergonhosa que tenha sido, é fácil de resolver. O óbvio (sempre em retrospecto) abuso das aplicações de jogo, e a sua exibição até mesmo junto de aplicações infantis ou, inacreditavelmente, em aplicações para o combate do vício em jogo, tem fácil solução. Na realidade, a própria Apple colocou essa solução em prática assim que o problema surgiu. Interrompeu a veiculação de anúncios dessas categorias de aplicações e, espero, irá reformular o sistema de direcionamento de anúncios sem se esconder atrás da bandeira de que um direcionamento ruim é fruto de um problema insolúvel posto pela proteção da nossa privacidade.

Já a catástrofe moral, essa sim preocupa-me. Digo isto porque parece-me absolutamente impossível que durante as discussões, prototipagem, reuniões e a implementação de mais essa forma de rentabilizar a App Store não tenha dado aos executivos o mesmo desconforto que todos nós já sentimos quando estávamos a fazer algo errado, e coube a cada um de nós decidir se seguiríamos em frente ou não com isso. E o facto de terem seguido em frente parece-me indicar que, infelizmente, a Apple de Tim Cook perdeu a vergonha de transparecer a forma como ela realmente nos vê: pessoas apenas a guardar temporariamente nos nossos bolsos um dinheiro que a Apple tem a certeza que já é dela.

Gentler Streak

Desde o lançamento do Apple Watch, tenho acompanhado a minha saúde de perto. Recentemente, o meu irmão apresentou-me a app Gentler Streak que, ao contrário da motivação de cobrança que é lugar comum nas apps de exercícios, traz uma abordagem mais... bem, gentil.

App Gentler Streak

Desde a tonalidade da interface até à linguagem e o uso de emojis de 28 burritos, hambúrgueres e batatas fritas para simbolizar o gasto calórico, a app recorre ao incentivo otimista como sua principal forma de manter-me empolgado para seguir queimando calorias, exercitando-me e atingindo os meus objetivos.

Gentler Streak é gratuito na App Store, com compras internas.

Quick Tip - iPhone

A partir de agora, existe um jeito um pouco mais eficiente de lidar com screenshots no iOS 16. Especialmente aqueles que tiramos para enviar a alguém.

É a opção Copiar e apagar, que fica contra-intuitivamente escondida no botão OK na interface de screenshots.

Eu não sei quanto a ti, mas geralmente quando tiro um screenshot rapidamente para enviar para alguém, eu toco no botão de partilha, seleciono o destinatário, envio a imagem, e isso leva-me de volta ao ecrã inicial do screenshot, onde eu escolho se quero guardá-lo, apagá-lo, ou seguir editando.

Agora, com a opção Copiar e apagar, o screenshot já é transferido automaticamente para a área de transferência, e eu preciso apenas voltar (ou ir) à conversa para quem quero mandar o print, e seguir a conversa de lá. O screenshot original já foi apagado automaticamente, e não terei mais que ficar lidando com isso e apagando, de tempos em tempos, screenshots inúteis que invariavelmente acabam ocupando espaço ao longo de dias, semanas, meses ou anos de uso do iOS.

Ficha Técnica

Diretor:
André Fonseca

Subdiretor:
Nuno Rocha

Redação:
Marcus Mendes

Design:
Kevin Cruz

Publicidade
Publicidade
Partilhar artigo