Os 7 maiores erros da Apple no século XXI

Apesar de ser das empresas mais poderosas do mundo, a Apple não está isenta de erros...
Escrito por Pedro Alves e
5 mins de leitura
Os 7 maiores erros da Apple no século XXI
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É do conhecimento público que a Apple cresceu e ganhou popularidade muito devido à forma revolucionária como sempre encarou o mercado, à ausência de medo de arriscar e criar tendências, e aos produtos, de uma forma ou de outra, diferenciadores. Hoje, a gigante de Cupertino ocupa um lugar de destaque não só no âmbito tecnológico, influenciando também aqui e ali outras áreas, direta ou indiretamente, o que lhe vale o privilégio de figurar entre as marcas mais valiosas do mundo.

No entanto, nem sempre tudo são rosas, e mesmo as rosas têm espinhos que lhes retiram algum encanto... Da mesma forma, a Apple foi cometendo alguns erros ao longo dos últimos vinte anos que, estando ou não ultrapassados, dificilmente serão esquecidos...

Antennagate (2010)

O saudoso iPhone 4 foi lançado em 2010 mas, ainda hoje, é considerado por muitos (inclusivé por mim) como o iPhone mais bonito alguma vez construído. Foi este modelo que inaugurou as arestas lisas, que atualmente podemos ver presentes nos modelos de iPhones das gamas 12, 13 e 14. Infelizmente, a beleza não é tudo, e o iPhone 4 trouxe consigo um problema sério...

A Apple colocou as antenas deste smartphone junto à moldura metálica, o que causava graves interferências na receção de rede, principalmente quando o dispositivo era agarrado com a mão esquerda. Resultado: má receção de sinal, queda de chamadas, comunicações falhadas. A Apple tentou sempre aligeirar o assunto, acabando por corrigir esta falha no modelo seguinte, o também belo iPhone 4S.

O lançamento dos Mapas da Apple (2012)

Traveling

Para os mais distraídos, a presença deste ponto nesta lista pode parecer confuso, pois atualmente os Mapas da Apple funcionam de forma exímia, sendo das soluções de navegação mais eficazes que temos ao dispôr. No entanto, isto nem sempre foi assim...

Em 2012, quando este serviço surgiu, foi o caos total: era pouco preciso, tinha falta de informação relevante como pontos de interesse, parques e aeroportos, dava indicações erradas, enfim... Um sem número de problemas que, sem dúvida, não correspondiam ao que se podia esperar de uma aplicação nativa da Apple.

Bendgate (2014)

Em 2014 a Apple lançou o iPhone 6, e com ele chegou o primeiro smartphone da maçã de tamanho grande: o 6 Plus. Estas novidades tinham tudo para dar certo: um novo design, ecrãs maiores que os antecessores (mesmo o iPhone 6 era maior que o iPhone 5S que o precedeu), logo a excitação dos consumidores estava em alta. E assim continuou, até que as pessoas começaram a meter estes smartphones nos bolsos...

O iPhone 6 e 6 Plus eram extremamente finos, o que à partida era excelente, no entanto acabaram por se revelar frágeis, pois dobravam facilmente até com a simples pressão exercida pelos bolsos das calças dos utilizadores... Isto acontecia porque o chassis de alumínio não era suficientemente forte, e houve até quem conseguisse dobrar o seu iPhone 6 apenas com a força das mãos.

A Apple defendeu-se, dizendo que apenas uma pequena percentagem de utilizadores tinham sofrido verdadeiramente com a situação, no entanto os posteriores iPhone 6S e 6S Plus viram a sua estrutura ser reforçada com o uso de alumínio de série 7000, o que se revelou eficaz.

O álbum dos U2 que toda a gente teve que ter (2014)

Numa certa manhã de setembro de 2014, todos os possuidores de iPhones acordaram com um presente da Apple: o novo álbum dos U2, chamado Songs of Innocence. Este álbum foi adicionado gratuitamente à biblioteca do iTunes de mais de 500 milhões de contas, graças a uma parceria entre a banda e a empresa da maçã. No entanto, nem toda a gente gostou deste presente.

Primeiro, todos aqueles que não eram fãs dos U2 detestaram ver as músicas em questão no meio daquelas da sua preferência, principalmente sem o terem autorizado; depois, estavamos numa altura em que iPhones com apenas 8 GB de armazenamento ainda eram uma realidade, e o download automático deste álbum encheu a memória de muitos dispositivos, causando problemas de utilização. Mas o pior nem era isso: não existia uma opção para apagar o Songs of Innocence da biblioteca. A pressão social foi tanta que, dias mais tarde, a Apple viu-se obrigada a criar um portal dedicado para os clientes solicitarem a eliminação do álbum em questão das suas contas.

Teclado borboleta dos MacBooks (2015-2019)

MacBook Pro

Houve uma altura em que a Apple procurava dotar os seus computadores portáteis da menor espessura possível. De forma a cumprir esse objetivo, a empresa desenvolveu um novo teclado, com um mecanismo a que chamou borboleta, que diminuía a distância do curso das teclas, possibilitando assim a criação de teclados mais finos. Na prática isto parecia correto, no entanto as coisas começaram desde cedo a correr mal...

Os utilizadores detestavam escrever neste tipo de teclado, pois era desconfortável. Além disso, o mecanismo em borboleta era extremamente frágil, o que fazia com que qualquer pequena sujidade que se alojasse dentro do teclado causasse danos irreversíveis. A Apple insistiu, e foi tentando levar este tipo de teclado avante, mas finalmente em 2020 desistiu e voltou a implementar nos portáteis o bom e velho mecanismo em tesoura.

O abandono do AirPower (2019)

Em 2017, durante a apresentação do muito aguardado iPhone X, a Apple mostrou ao mundo o AirPower, que nada mais era do que um acessório de carregamento sem fio que iria permitir carregar, em simultâneo, o iPhone, o Apple Watch e os AirPods. Apesar de ainda não estar finalizado, a Apple prometeu que esta inovadora estação de carga iria ficar disponível em poucos meses. Prometeu... mas não cumpriu.

Após adiamentos sucessivos, em 2019 o projeto foi abandonado em definitivo. As razões para esta decisão nunca foram oficialmente divulgadas, mas houve muito quem especulasse que foi devido a problemas de sobreaquecimento que a Apple nunca tinha conseguido ultrapassar. Esta explicação acaba por fazer sentido, pois se apenas um equipamento a carregar já aquece, três em simultâneo nem se fala...

Teimosia em manter a porta Lightning (2022)

Yay, I finally got my new beast! The brand new iPhone 14 Pro Max - 512GB.😍😱💜😎🙏 Coming from XS Max...😅...I really needed it. RAW Photos were a pain to edit and import and process on the XS Max, lately. 😞😅🤷‍♂️

Quando o iPhone 5 foi mostrado ao mundo contendo um conector de ligação bem mais pequeno do que o anterior conector de trinta pinos, o mundo rejubilou. No entanto, desde aí que o tempo em Cupertino parou.

Anos mais tarde, o padrão USB-C chegou e tomou conta do mercado, no entanto a Apple insiste até hoje em dotar os iPhones com a porta lightning, que já foi provado ser incomparavelmente inferior à USB-C, tecnologicamente falando. O pior é que, ironicamente, a Apple foi das primeiras empresas a adotar o USB-C como porta padrão de carregamento dos seus portáteis MacBook! Atualmente, toda a gama mais recente de iPads também já conta com esta conexão, e os iPhones obrigatoriamente também irão seguir este caminho, devido a imposições legais.

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